Após mais de seis horas de negociação ao longo de dois dias, o Fuaspec e o Governo do Estado encerraram a rodada de tratativas sem acordo. O Executivo iniciou as discussões apresentando 4,26% de reajuste a partir de janeiro, com acréscimo de 0,5% em setembro. Diante da avaliação de que o índice estava aquém das expectativas, as entidades solicitaram nova proposta.
Na sequência, o governo manteve os 4,26% em janeiro e elevou o percentual de setembro para 0,74%, totalizando 5% no acumulado do ano. Ainda assim, o índice foi considerado insuficiente pelas entidades, que defendem uma recomposição mais efetiva diante das perdas acumuladas.
Como contraproposta, o Fórum apresentou 4,26% a partir de janeiro e 1% a partir de maio, buscando garantir um ganho que incidisse sobre as perdas históricas, nos moldes do que ocorreu no ano anterior. Mesmo com a flexibilização, não houve avanço nas negociações.
Diante do impasse, o Fuaspec decidiu não aceitar a proposta apresentada e convocou plenária para esta quinta-feira, quando a categoria, que reúne cerca de 160 mil servidores entre ativos e aposentados, irá deliberar sobre os próximos encaminhamentos e possíveis mobilizações.